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12/04/2010


A história de João e Maria - atualizada.

Meu nome é Uiles Matos, tenho 48 anos e ao contrário do que o título possa ensejar, não remete à história infantil com mesmo nome. O texto abaixo pode ser mais uma história, mas é, na verdade, a maior questão da vida de alguém, a minha vida. Não passou um dia até hoje, sem que eu pensasse ou sentisse a falta do meu Pai que não conheci. 

Minha intenção com essa publicação é, quem sabe, aparecer num resultado de busca para alguém, meu Pai ou quem possa estar envolvido na busca dessa verdade. Como a internet é tão poderosa no seu alcance, espero que você consiga ler toda a história e mais ainda, que possa ter alguma informação ou quem sabe, descobrir algo que possa ajudar nessa busca. Quisera ter recursos financeiros para poder contratar serviços profissionais e contar com todas as ferramentas possíveis, empreenderia uma verdadeira caçada, mas, infelizmente, não posso fazer isso.

Já tentei inúmeros programas de TV através de e-mail, mas, não sei qual o critério que eles usam para ajudar alguém. Por isso, só me resta você que está lendo isso agora. Importante: você não chegou aqui por acaso, toda a ajuda é muito bem-vinda e desde já, agradeço de coração a sua visita.

Minha Mãe, Maria de Jesus da Silva Matos, nasceu em 26/03/1944 na cidade de Itabuna/BA, veio menina para o interior de São Paulo, mais precisamente para a cidade de Votuporanga/SP no interior. Sua família viveu por fazendas e fazendas sempre trabalhando na lavoura. Maria, por ser uma das filhas mais bonitas, sempre trabalhou como empregada doméstica desde muito “mocinha”. Por sua ingenuidade, aos 15 anos, uma amiga que ela chamava por “Neguinha” a levou a uma festa numa casa de amigos e lá ela perdeu sua virgindade e ficou grávida de uma menina que foi natimorta. Logo em seguida, com 16 anos (1960) conheceu João Lucas Toledo (ela não se lembra bem do nome, mas do primeiro e ultimo nome ela tem certeza), engenheiro ou contra-mestre de passagem pela cidade. Estava construindo um Posto de Puericultura muito bonito. Ele estava sozinho e minha Mãe soube depois do relacionamento iniciado que ele era casado e separado. Tinha um filho deficiente com problema nas pernas que minha Mãe não soube explicar o que era. Com nove meses de namoro com meu Pai, engravidou de gêmeos, um aborto natural de uma gravidez que só durou três meses. Outros três meses depois, novamente, engravidou de mim e eu nasci em 03/08/1962 às 20hs numa maternidade de Bebedouro/SP porque na cidade de Colina não havia ainda maternidade.
Segundo minha Mãe, João chegou a me conhecer, me pegar no colo e como era seu estilo, com os olhos fixos em mim em silêncio, me erguia no alto e dizia palavras próprias de um Pai ainda que por curtos momentos, umas duas ou três vezes. 

A construção do Posto de Puericultura chegou ao seu término e João foi chamado para construir uma Cadeia Pública em Santos/SP no bairro Macucu, ele chamou minha Mãe, mas, ela não quis ir, ficou com medo. Um mês após sua ida, conforme prometido, ele veio nos buscar. Por acaso, neste dia, minha Mãe e eu não estávamos. Minha Tia Joacy inventou que ela estava trabalhando em um bar “mal-falado” da região, na tentativa de que ele ficasse furioso e desistisse dela. Ele foi até o tal bar e segundo consta, quebrou o bar inteiro por ter pedido o paradeiro de minha Mãe e o dono do bar, que não tinha nada com isso, não forneceu. Deixou o recado que voltaria um mês depois. Dois meses depois, ele mandou um motorista buscar minha Mãe e eu. Era um grande e luxuoso carro preto que ao estacionar na fazenda onde a família de minha Mãe estava morando, causou surpresa em todos. Minha vó dizia que João era muito bonito, marinheiro de “cada porto um amor” e deixaria minha Mãe na primeira chance. Minha vó me pegou nos braços, se embrenhou nos cafezais e disse: “Se você for, vai sozinha, o menino fica!”. Para completar o cenário, João mandou um discurso por intermédio de seu motorista que minha Mãe não gostou, João disse: Nós iríamos para Santos, enquanto minha Mãe trabalhava, eu ficaria numa creche e ela não aceitou o fato de eu ficar numa creche. Desde então nunca mais vimos meu Pai.

Era Outubro de 1962. Em 1963, minha Mãe se casa com Antonio Aguiar Nascimento, seu primo (hoje falecido), segundo ela, um casamento forçado como pretexto pra sair do interior e vir para São Paulo/Capital onde teve mais três filhos com Antonio: Neusa, Antonio Jr. e Wilson. Se separaram através de desquite em 1971 e por conta dessa separação, sem condições, sem ter onde morar, eu e Antonio Jr. fomos para um colégio interno na cidade de Catanduva/S, o Lar Escola Anita Costa que pertencia ao Rotary Club da cidade. Ficamos lá por 5 longos e sofridos anos, passamos por muitos apuros, mas, no balanço geral, foi uma infância agitada, com muitas aventuras, trabalho, sofrimentos desnecessários e também uma parte bonita que foi conhecer a realidade de tantas outras crianças que foram para lá por inúmeros motivos e muitos, piores que o nosso. Já Wilson e Neusa foram para casas de parentes que, às vezes, era até pior que o colégio interno que ficamos. Minha Mãe ficou morando em pensões, trabalhando como cobradora de ônibus para sobreviver, além de lidar com todo o preconceito e abandono da nossa família que a classificavam de nomes feios e o mais gentil deles era “prostituta”. Por sua beleza, por ter se separado e por ter seus quatro filhos longe dela, nossa família, segundo minha Mãe, só atacavam. 
Em 1977 nos reunimos novamente morando numa pensão no centro de São Paulo, outro episódio terrível de nossas vidas. Vivemos um tempo lá e tivemos muitas andanças e trabalho até conseguirmos viver um pouco melhor. Passamos por muitos outros endereços, sempre com dificuldades e minha Mãe desenvolveu a habilidade de atender pessoas em casa com uma suposta vidência que lhe dava poderes para ler a vida das pessoas por um copo de água. Com isso, conseguimos ter um padrão de videa melhor porque as pessoas ajudavam de maneira espontânea. Depois de um tempo, começou a se enveredar pela umbanda, fazendo “trabalhos”, etc. 

Em 1996, saí de casa para viver com minha esposa Cristiane, hoje tenho três filhos: o David de 14 anos, Erick de 5 anos e Mateus de 3 anos - meus amores com quem faço questão de tentar a cada dia ser o melhor Pai do mundo, não porque não tive o meu, mas, porque os filhos são presentes de Deus e minha obrigação como Pai é fazer deles pessoas de cabeça boa, felizes e que tornem este mundo melhor. O amor que sinto por eles e o que eles sentem por mim é uma coisa tão imensa que não consigo enxergar minha vida sem eles, sem acompanhá-los e tê-los como meus amigos. Sou muito grato a Deus por isso.
Minha Mãe morreu em 15/06/2003 com 59 anos, deixou muitas saudades e não esclareceu muito bem toda essa história - ela sempre era evasiva quando se falava nisso – o que me leva a crer que ela escondia alguma coisa e que toda minha família compartilha desse maldito segredo.

João, meu Pai, em 1960, João Lucas Toledo, com seus 35 anos, engenheiro civil ou contra-mestre, não sei ao certo, natural de Barretos/SP e toda sua família. Segundo minha Mãe, a família de João era rica, mas, o ramo do meu Pai, ou seja, meu avô, renunciou à riqueza da família por um amor proibido (uma mulher de família pobre – minha avó) conseguindo com isso ser o único ramo da família que não era rico. A família Toledo era muito respeitada em Barretos/Bebedouro e Colina. Na época havia um deputado famoso em São Paulo, parente de João: Ricardo Dias Toledo. Na época do envolvimento com minha Mãe, meu Pai era casado, desquitado havia 3 anos, tinha um filho desse matrimônio que pelo que consta, tinha uma deficiência física nas pernas.
Zéfinha, ex-mulher de João, era filha de um Sr. Silva e Dona Laura. Essa família vivia numa fazenda chamada Palmares – localizada no caminho do trem que vai de Colina para Barretos. Quando casados, João e Zéfinha moravam em Barretos. João era muito recatado, falava pouco e quando precisava agir era muito explosivo. Tocava piano e quando em paz, parecia ser muito sensível e romântico segundo minha Mãe. Já pensei em procurar na prefeitura o nome do responsável por alguma obra que ele já participou, mas, é preciso tempo e dinheiro... Essas são as informações que tenho dele, não posso assegurar se são verdadeiras, mas, foi o que consegui conversando com todos parentes que pude - os meus parentes também são evasivos e dão impressão de esconderem algo de mim também, assim como mina Mãe fazia. O que tenho certeza é desse vazio, uma peça que falta. Isso faz com que mesmo que tudo esteja bem, aquela tristeza lá no fundo persiste como uma tristeza disfarçada de superação, sublimação.

Não quero nada material, quero apenas conhecê-lo. Não me importam os motivos que nos separaram (sei, posso descobrir que ele simplesmente não quis ou que talvez tenha se magoado com minha Mãe e resolveu também não me ver mais) quero apenas preencher uma peça que falta no quebra-cabeça da minha vida e talvez quem sabe, tenha mais alguém para amar e apresentar para os meus filhos o Avô deles - eles iam adorar com certeza.

Se você puder me ajudar nessa busca, desde já, agradeço. Só pelo fato de você ter lido esse "jornal", já está energizando positivamente minha busca.

Obrigado!

Escrito por Uiles Matos às 15h41
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24/03/2010


A história do site Joga Flash!

Um site que começou pela intenção de um jovem que com seus 12 anos, iniciou um trabalho escolar despretensioso para ter um site. Consultou seu Pai, que trabalha no meio internet/portais e recebeu a sugestão de fazer um site de jogos online grátis em flash. Para esse tipo de conteúdo, que é livre, não haveria necessidade de se pagar pela utilização dos jogos no site. Com essa facilidade, ele iniciou com a criação/escolha do domínio onde a busca foi por um imperativo, "joga" e o outro termo sendo a extensão e marca tão difundida, "flash".

 

Nessa época, Março de 2008, era necessário CNPJ para registrar um domínio ".com.br" e o pedido ao seu Pai foi atendido, que criou o domínio sob o cnpj de uma empresa individual estabelecida. Por questão de segurança, foram criadas também as variações deste domínio, o jogaflash.net e o jogaflash.com. Mãos à obra no site propriamente dito e ele viu que criar um html e ir inserindo página a página seria praticamente inviável porque tomaria muito tempo e o risco de erros seria gigantesco.

 

Diante disso, o desânimo e quase desistência fez com que ele procurasse na internet ferramentas que são chamadas de sistemas para Arcade. Nestes scripts é possível ter todas as áreas de um site completo, com área para cadastrados, uma mini rede social, muitos sistemas internos com aplicação exclusiva para jogos online grátis em flash e o mais importante, um publicador inteligente que facilita e otimiza o trabalho sem possibilidade de erros. Encontramos o nosso na Estônia, um dos melhores que conhecemos.

 

Foi necessário um cartão de crédito internacional para a aquisição da licença, 33 euros e o sonho estava mais próximo. Como estávamos sem um cartão destes na época, pedimos a um amigo nosso muito querido que prontamente nos ajudou. Licença ok, o próximo passo era inserir os jogos. No início desta fase, outras necessidades apareceram como melhorar o layout pobre da ferramenta, traduzir e criar uma comunicação pessoal com o usuário de todo o texto, inclusive o administrador que era também em inglês (ainda bem que não foi em estoniano.

 

Feito isso, o design foi totalmente alterado com relação a cores e disposições dos itens. Um amigo nosso nos ajudou com o primeiro header do site criando os personagens Flashy e Flicka que foram batizados por nós. Começamos divulgando pelo MSN, observando as questões que o Google adota para indexar um site, fomos aprendendo a cada mês, acrescentando detalhes, retirando, dominando os "cpanels" dos servidores de hospedagem, enfim, por empirismo, o site foi caminhando.

 

Desde os 12 anos, ele David chega da escola, almoça, dá um tempinho, assiste um pouco de TV, depois faz a lição de casa (etapa imprescindível) e só então, começa a cuidar das coisas do site. Ele já conhece as melhores fontes de jogos que não são só em flash, são também em DCR, FLV e também utilizando o recurso "embed". Busca, testa e seleciona os jogos do dia, cria as imagens (são todas exclusivas no site), sobe os arquivos para o servidor, usa o publicador do site para inserir os jogos nas categorias específicas de cada jogo, cria a descrição do jogo (ponto alto do segmento, também exclusivas), define as tags que o sistema não abrange, testa na página do jogo e ativa o jogo que passa a aparecer no site.

 

Depois de um tempo, começamos a ver que os outros sites não tão bem feitos como o nosso, tinha exibição de anúncios e ganhavam dinheiro com isso. Criamos uma conta no adsense e dá para angariar um dinheirinho, nada de se espantar, mas que já dá para pagar a despesa com hospedagem do servidor que é compartilhada.

 

Eu, como Pai, confesso que na época acreditava que seria um daqueles desejos do filho que muitos chamam de "fogo de palha" e que iria acabar, mas, não aconteceu. Ele vai fazer 14 anos em Março e hoje tem um nível profissional capaz de concorrer com profissionais da faixa etária de mais de 20 anos porque tem especialização sem fazer curso em todas as pontas que compõem um negócio online.

 

O site Joga Flash www.jogaflash.com.br é isso: o fruto de um trabalho de escola e que hoje é um sonho de trazer muitas outras conquistas. Com jogos nas categorias mais acessadas, os jogos são selecionados e só os melhores desenvolvedores, com os jogos de maior jogabilidade são aceitos. A comunicação é feita nas descrições como se fosse um menino comentando um jogo para outro amigo (a) e que no fim, é um site para todas as idades, num ambiente seguro, decente e agradável que traz entretenimento para todas as idades sem precisar baixar nenhum arquivo, sem necessidade de instalação, só diversão e o que é melhor, grátis!!

 

Escrito por Uiles Matos às 15h40
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24/04/2009


Carta ao Exmo. Sr. Nosso Presidente - Vacinação

Abaixo segue na íntegra, cópia de uma carta enviada por mim ao Exmo. Sr. Presidente da República do Brasil, Luiz  Inácio Lula da Silva.

 

Exmo Sr. Presidente,

 

É com muito respeito e apreço que me dirijo à sua pessoa para suplicar sua ajuda em prol de um assunto muito, mas muito sério para a maioria das famílias do nosso querido país.

 

Tenho 3 filhos, o David de 13 anos, o Erick de 3 anos e 9 meses e o Mateus de 1 ano e 9 meses. Os dois menores ficaram doentes nesse último mês e quando fomos ao Pronto Atendimento do Hospital Beneficência Portuguesa de São Caetano do Sul, a pediatra, Dra. Cibele que nos atendeu, indagou sobre 4 tipos de vacinas que não constavam da vacinação regular que é dada gratuitamente nos postos de saúde. Para minha surpresa, essas vacinas só podem ser ministradas por instituições particulares que cobram por isso e cobram caro. O total dessas vacinas para os meus 3 filhos, sendo que o mais velho só precisa da Hepatite A, fica em R$ 1.401,00. Devido minhas condições financeiras atuais, não consegui vaciná-los. O governo não faz a vacinação gratuita dessa fase. As vacinas são: Meningocócica, Pneumocócica 7 valente, Varicela e Hepatite A. Os preços respectivamente: R$ 168,00/ R$ 260,00 / R$ 130,00 / R$ 95,00.

 

Minha sensação foi de ser refém, se ser chantageado, ou pago e vacino, senão, meus filhos podem contrair a qualquer momento uma dessas terríveis doenças. A pergunta que vem é: Onde está o direito da criança? Direito à saúde?

 

Quer dizer que neste exato momento, existem milhões de brasileirinhos e brasileirinhas prestes a serem infectados, contaminados por uma doença que causará dor a elas e a seus familiares e em muitos casos à morte e não pé possível fazer nada a respeito?? Não temos dinheiro para isso?? Isso sem contar com os tantos casos de internação prolongada ou não que irão ocorrer por conta disso. Aliás, uma vacina contra Hepatite A custa R$ 95,00 - quanto custa ao governo, internação e medicamentos, horas de trabalho de auxiliares e médicos, equipamentos, etc?? Tenho certeza de que infinitamente muito mais!!! É questão de inteligência, não olhe para esse custo e sim, para a dor de ver seu pequeno doente, imagine seu netinho doente com uma doença dessas... Tenho certeza de que o Senhor vai chorar de vê-lo sofrer, de ver sua Mãe e Pai sofrerem, enfim toda uma fmília sofre e o pior, sofrimento que poderia ser evitado.

 

Tendo que vacinar meus dois menores com todas estas e o maior só com a de Hepatite A, o valor chega a R$ 1.401,00. Eu absolutamente, não tenho esse recurso no momento, a não ser que não coma ou não pague os compromissos básico como água, luz, telefone, condomínio... Hoje, a Eletropaulo corta a luz com mais de 20 dias de atraso, a empresa de celular, mesma coisa, a ordem é NÃO PAGOU, CORTA!! E assim é com tudo.

 

Imagine o Senhor, estar com seu filho à mercê de uma dessas 4 doenças perigosíssimas e a qualquer momento saber que eles estão infectados, daí o prejuízo e dor são maiores.

 

Sei da sua humanidade, da pessoa que eu acredito que é e sei também que o Senhor não concorda com isso. Sou um defensor do Senhor e do seu governo, votei no Senhor sempre que se candidatou e lamento que seu mandato tenha que parar, por isso, voto na pessoa que o Senhor tenha preparado e confie. Esse parágrafo não é uma “puxação de saco” para obter nada, é apenas MEU RESPEITO SINCERO E GRATIDÃO PELO ÚNICO GOVERNANTE QUE eu respeitei até hoje e que mudou esse país com feitos significantes que já entraram para a história do Brasil.

 

Na verdade, meu intuito com essa mensagem, que nem sei se chegará ao seu conhecimento, é para que o governo designe uma verba para que TODAS, TODAS as vacinas necessárias à criança até os 18 anos (sim, 18 anos, criança sim, é só olhar a saúde da periferia) seja TOTALMENTE DE GRAÇA E BEM SERVIDA PELOS ÓRGÃOS PÚBLICOS. É um precioso investimento na saúde que evitará muitas lágrimas e dores de pais e filhos em todo Brasil e mais, vai evitar que o governo gaste depois, tardiamente com resultados que nunca serão satisfatórios.

 

Para piorar este cenário, conversei com a pessoa responsável na empresa onde trabalho sobre convênio e eles não cobrem e muito menos reembolsam parte dos valores para as vacinas. Consegui um telefone de um órgão no Hospital das Clínicas que dizem que poderíam vacinar gratuitamente se fossem apresentadas recomendações médicas, um receituário simples de um pediatra.

 

Liguei para o tal número (11-3069-6392) e falei com um Sr. Feijó que me atendeu com muita educação e prontidão. Expliquei meu problema, ele pareceu entender perfeitamente, me orientou sobre horários e a recomendação médica que deveria apresentar me assegurando que "eles estavam lá para ajudar e que resolveriam o problema".

 

Pois bem, minha esposa foi até lá com os três meninos e quando lá chegou, foi entrevistada por uma médica que para justificar que não iria vacinar as crianças alegou alguns bordões conhecidos e descabidos:


- "temos muito poucas vacinas";
- "para receber uma determinada vacina, o paciente necessita ou ser portador da doença a ser evitada ou ter uma grande chance de contrair a doença pelo seu atual quadro médico"
- "as normas da agência que cuida disso, o ministério da saúde, mantém na internet as normas e vocês podem ver lá. No portal do governo, entrando na área de saúde/vacinação, recebi a seguinte página: http://www.brasil.gov.br/servicos/paracidadao/index_servicosProc/categoriaservico.2004-07-30.7718498280/154/

 

Conclusão: Só rindo... Quer dizer que eu tenho que ter a doença ou já estar nas últimas para receber a vacina. Onde fica a eficácia da função primordial da vacinação que é a medicina preventiva??? Lamentável, uma ofensa que fez minha família sentir como se estivesse lá pedindo uma esmola, parecendo estar em outro país pedindo um favor, uma caridade, como se não fosse direito do cidadão e obrigação do governo, cuidar dos seus cidadãos.

 

O pedido que faço ao Senhor é: Por favor, acabe com essa dor que faz com que apenas as pessoas que tem dinheiro tenham seus filhos vacinados e os pobres e os “não tão pobres” que também são gente e tem direito à saúde e bem-estar. Geralmente, estes “não-tão-pobres” são esquecidos porque ficam entre a pobreza e a classe média e tem que se virar do jeito que dá. Muitos pais simplesmente não dão as vacinas e contam que Deus vá protegê-los. Por isso, peço seu empenho, a humanidade que despertou meu respeito por sua pessoa.

 

Desde já, agradeço muito respeitosamente. Obrigado!


Uiles Matos – São Paulo – Brasil.

 

Escrito por Uiles Matos às 15h39
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Uma das maiores decepções e frustrações da minha infância foi saber que eu não podia voar. Uma tristeza inconformada misturada com uma impotência revoltante que eu não queria aceitar. Em segredo, fiz mil e um testes para comprovar mesmo se era verdade que o ser humano não podia voar - eu não queria acreditar nisso. Porquê?? Se é tão bom, porque não podemos ter um prazer desse?

 

Daí, subi em muros, pulei e tentei dar impulsos. Corri bastante pra pegar impulso e conseguir voar... O máximo que consegui foi machucar o pé.

 

Comecei a estudar e com isso a história de que os ossos dos pássaros são pneumáticos e etc me tiraram a ilusão e me certificou que isso era um privilégio dos pássaros.

 

Logo após, vi que os aviões com tantas toneladas podiam voar tão rápido e tão alto. Voltei a questionar essa proibição da natureza, mas durou pouco, vi que não tinha jeito mesmo, motores, propulsão, combustão, etc, etc... Nunca gostei de física mesmo.

 

Passou mais um tempo, quando tinha uns 18 anos, aprendi a fazer relaxamento e comecei a ler sobre meditação e com isso novos mundos como viagens astrais, experiências fora do corpo estavam me dando uma outra chance. Lá estava eu de novo na minha busca pelo primeiro vôo.

 

Num tipo de relaxamento que aprendi, depois que o corpo está totalmente relaxado, você se imaginava voando por um caminho. Tentei, tentei, mas não consegui ter uma experiência de vôo satisfatória. Isso é um processo onde a prática constante traz resultados melhores a cada vez. Comecei a imaginar caminhos completos pela cidade como ir da minha casa até o trabalho 15 quilometros distante. Cada rua, visualizando todo o cenário perfeitamente, vendo tudo do alto, sentindo o friozinho da brisa da noite (que era quando eu voava), mantendo a concentração para não cair (às vezes quando me distraía, o vôo enfraquecia e parecia que ia cair), sentindo o cheiro... Foi o primeiro vôo e daí para frente fui fazendo novos caminhos.

 

Estranhamente, após essas experiências, comecei a sonhar que voava e era muuuuito mais gostoso, eu tinha o controle, me sentia muito bem e um detalhe a mencionar era que sempre voo à noite, até hoje. Hoje voo por capitais que conheço, visito pessoas ou simplesmente voo sem destino.

 

Nesses vôos, o sentimento é de liberdade, de privacidade e também, de poder por estar acima, intocado num silêncio que é meditativo. O ruim é quando às vezes, o vôo enfraquece por motivos que geralmente não sei e desço suavemente ao chão. Daí, tenho que ficar tentando, tentando, subo, desço e tento de novo até que consigo. Nos sonhos, parece que assim que entro, meu consciente acorda e começo a curtir como se fosse uma das minhas experiências de relaxamento acordado.

 

Talvez por isso, eu goste tanto da música I believe I can fly de R. Kelly. Veja a letra e clique aqui para ouvir na Rádio UOL.

 

Acima de tudo, aprendi que podemos voar em vários sentidos. Não falo de drogas ou qualquer tipo de artifício que nos tire de nosso estado natural, falo da busca pelo auto-conhecimento, por olhar para cima e ver Deus, Ele te leva, você fica leve e vai ao seu encontro, basta abrir as asas e crer.

 

Desejo o mesmo para você. Fique com Deus.

 

Escrito por Uiles Matos às 15h12
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Vozes que não se calam. Parte II

De maneira simples de entender e acima de tudo, sentir que isso é um tipo de iluminação que deve chegar a cada um, vou tentar passar para você uma prática que vale mais do que todo o dinheiro desse mundo.

 

Como todos somos diferentes, cada um tem seu tempo, tem seu momento e acredita-se que a pessoa precisa estar preparada para receber esse presente. Se não for hoje, pelo menos a semente estará plantada pronta para germinar. Mas, quando você estiver preparado, você dará ouvidos a essa conversa toda com certeza. Infelizmente, isso ocorre quando os anos chegam, quando passamos por um grande trauma, sofrimento ou perda. O ser humano é maravilhoso, mas vem com uns defeitos de fabricação em sua programação, daí, sua beleza.

 

O fato de estar lendo estas palavras, chegado até esse humilde blog já é um indício de que se não for a hora, pode ser um dos passos. Por ouvir uma primeira vez, pode ser que você não fixe ou não dê importância a essa balela toda.

 

Pois bem, na minha humilde ignorância e querendo ajudar alguém, posso falar da minha experiência. Comecei lendo o escritor Osho (é esse mesmo o nome dele, é uma abreviatura do seu nome que é Bhagwan Shree Rajneesh), um líder espiritual que toda sua trajetória não foi exatamente uma unanimidade, mas que, mesmo tendo morrido em 1990 aos 59 anos, é uma das 10 personalidades mais influentes do mundo ainda hoje.

 

O livro "Aprendendo a silenciar a mente" dá uma iniciação, uma familiarização de maneira simples do que seja a meditação. Normalmente, quando ouvimos falar em meditação, se pensa em alguém careca, zen que só come alface, algo inatingível nos nossos dias. Não é nada disso, meditação é para mim algo que deveria ser ensinado para a criança nas escolas desde os primeiros dias. Eu tenho três filhos e o de três aninhos já sabe algumas técnicas que ele usa sem precisar chamar a técnica desse bicho papão meditação. Se ele cai, está naquele momento chorando, ofegante, eu o pego no colo ou simplesmente chego perto e digo "respira nenên" e faço a respiração para ele imitar. Uma respiração profunda, mais espaçada que em segundos, ele está pronto para outra. Esse garoto quando adolescente ou adulto vai utilizar isso até nos momentos mais críticos de sua vida. Sua saúde física e mental com certeza terão diferença daqueles que nada sabem ou utilizam.

 

O ser humano moderno não sabe respirar ou não utiliza a capacidade respiratória plena de seus pulmões. Mesmo os atletas têm deficiência nessa questão. Sabemos também que a respiração deficiente é uma das maiores causas "escondidas" das mais variadas doenças. Se formos levar em consideração o meio ambiente em que vivemos, temos a certeza de que esse quadro é assustador e só a meditação pode amenizar isso.

 

A meditação não faz bem tão somente à saúde física, mas, principalmente, à saúde mental, à concentração, ao sentir o agora.

 

Para começar, você pode fazer este exercício simples. Tente separar 15 minutos do seu dia, não importa onde, horário, o importante é começar. Às vezes, notamos que uma certa timidez consigo mesmo é um impedimento para começar, não seja tímido. Eu sei que não é fácil ficar sozinho com essa pessoa que é você, mas, dê uma chance, você vai gostar de ficar com você. Se não gostar, é sinal de que precisa melhorar um pouquinho, imagine o que as outras pessoas que ficam com você podem sentir.

 

Vamos lá, recolha-se a um local onde possa ficar só ou que ao menos, não seja incomodado. Sente-se, recoste-se confortavelmente, não é para dormir, isso não é um relaxamento, é um encontro com você.

 

Ao sentar-se, olhe o ambiente suavemente, tenha consciência do ambiente, móveis, janelas, claridade ou não, sem mover a cabeça - só com os olhos. Feche levemente os olhos, sabendo onde você está, sinta como se os olhos fossem ficando pesados, como quando você está com sono até que eles fecham suavemente, sem formar expressões com os músculos do rosto.

 

Relaxe o músculo da língua, solte a língua, os lábios, sinta sua respiração querendo também um cantinho nessa calmaria. Comece a deixar sua respiração mais profunda, sem fazer força, após algumas respirações, você pode dar uma bocejada bem gostosa e talvez, respirações mais profundas.

 

Agora, respire profundamente contando até quatro, segure contando até quatro e solte bem devagar o ar dos pulmões na mesma contagem até quatro. Faça isso por umas quatro vezes, depois deixe que a respiração leve, um pouco mais profunda faça seu trabalho.

 

Nesse momento, vamos à parte mais difícil que é silenciar os pensamentos ou iniciar tentar diminuir os pensamentos. Tenha paciência e carinho com você acima de tudo. Pode acontecer de entrarem pensamentos que você nem imagina porque pensou naquilo, sinta como se estivesse entrando num cômodo da sua casa que você não conhecia, olhe cada canto com calma - os pensamentos que entram devem ser olhados com carinho e neutralizados de maneira tranqüila, você não pode se irritar com eles ou por causa deles. Agora você está numa dimensão onde você se olha, se sente e os mais variados sentimentos vão aparecer, não conteste nada, não julgue nada, você está ali apenas para contemplar, buscar o silêncio e com isso, a paz.

 

Importante: não tente controlar, não tente usar a força mental para parar os pensamentos. Além de frustrante, pode dispersar, não se iluda, a mente é indomável. Você pode trabalhar com ela, nunca contra ela - não existe "contra" nesse caso. Tenha um respeito carinhoso em relação à mente e trabalhe junto.

 

Imagine um painel onde os pensamentos vem e vão e você calmamente diz a sua mente que aquele é um momento de descanso, de revigorar a mente. Não é fácil, até mesmo nesse momento, sua mente está fervilhando de pensamentos achando que vai ou não tentar ou até mesmo, conseguir. Como já disse, o importante é começar, mas, começar com a mente de uma criança, desprendido, inocente, atencioso, sabendo que está fazendo um bem que vale mais que mil remédios para sua saúde física e mental.

 

A continuidade desse hábito, a leitura, pesquisa e aprofundamento nessa arte são passos que você certamente tomará, se estiver pronto. Esse meu relato não tem a pretensão de ser uma regra científica já que não sou fisioterapeuta, nem formado em nenhuma ciência da área. Fiz um curso de meditação de dois dias com um especialista em meditação científica, Toni Luiz. Já li muito sobre esse assunto, sou praticante há 15 anos e posso dizer que isso salvou minha vida, não consigo enxergar como seria minha vida sem esse recurso. Considere apenas que seja uma dica de um amigo que experimentou algo bom, que foi agraciado com um presente e gostaria que todos sentissem esse mesmo bem estar.

 

Ah, mais um conselho: não desista, não deu para fazer hoje, não tem problema, faça amanhã. Está sem tempo, faça antes de dormir, mas não desista em dar esse carinho a você e por conseqüência, às pessoas que o rodeiam.

 

Boa sorte e tudo de bom para você.

Escrito por Uiles Matos às 11h38
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Vozes que não se calam.

Você já parou para ouvir a bagunça que é nossa mente? Quantas vozes, quantos pensamentos, quantos sentimentos em número, importância e qualidades diferentes. É de se admirar o que isso faz quando nos deixamos levar por esses sentidos.

Já ouvimos falar que nossa mente é nosso maior inimigo em todos os sentidos, que ela é incontrolável e fazer com que ela trabalhe a seu favor, é o grande barato dessa nossa jornada chamada vida.

Só a menção/intenção de controlá-la já é certeza de derrota nessa intenção. É bom saber que para acessá-la, para que ela ouça e trabalhe a nosso favor é necessário estar num nível que ela te ouça ou pelo menos, perceba que nada saiu da normalidade dela. Falando assim, parece que estamos diante de uma entidade poderosa, inacessível e melindrosa. É isso mesmo! A natureza dela, semelhante à do corpo humano - controlado plenamente pela mente - faz com que ela tenha esse teor de Deus, uma lasquinha dos domínios de Deus, ninguém conseguiu explicar isso muito bem. Cada religião/cultura, tenta explicar, mas, o resultado disso é mais questionamento, um debate interminável. O importante para os mortais é conhecer/sentir seu aroma e ser amigo, tentar se unir ao máximo com sua essência e poder.

É preciso aprender primeiro a silenciar a mente e esse é um processo interminável em que se evolui, é possível familiarizar-se com o relacionamento onde há o consciente (o desperto, que está acordado) e o inconsciente (o adormecido/acordado, a programação indelével (ou quase)) onde se encontram os segredos do universo e da nossa paz. Não é aquela paz, a ausência de guerras/conflitos, é aquela semelhante a que Deus dá, daí, a mente ser divina.

Como fazer isso?


                                                                                                        continua no próximo capítulo. :-)

Escrito por Uiles Matos às 11h28
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29/05/2008


Três pipis sadios - Parte 3 Mateus



Manhã de 03/03/2008, lá vamos nós com Mateus para o Hospital da Criança. Já experientes com a cirurgia de postectomia de praticamente um mês atrás, tudo sob controle, cuidados tomados, tudo em ordem. No caso do Mateus, também a cirurgia de hérnia do cordão umbelical, uma correção necessária, segundo o pediatra.


Mateus, anjinho do Papai, dócil como sempre, tranquilo, mas, quando voltou da cirurgia, a surpresa. Ele estava já acordado, sem o efeito da anestesia e confuso. Segundo o enfermeiro que o trouxe, a sua visão, efeito da anestesia, estava embaralhada e confusa. Que deveríamos afagá-lo para que se acalmasse e que a duração desse estado seria de uns 20 minutos.


No colo da Mamãe, o engraçado era que ele não coordenava os movimentos de cabeça e de sucção - não conseguia mamar e isso o deixava ainda mais bravinho porque ele estava em jejum para poder fazer a cirurgia. Em pouco tempo, uns 15 minutos, ele foi retomando os movimentos, começou a mamar, se acalmou e dormiu gostosinho.


Esperamos mais um pouco e fomos para casa. Na primeira troca de fralda, vimos o pipi e estava lindo. A cirurgia da hérnia ficaria com um tampão bem grande e só deveria ser retirado em 7 dias. Passados 7 dias, o umbigo nem parecia que havia passado por uma cirurgia, estava perfeito.


O pipi, como havia previsto nosso médico, estava perfeito também. Nosso pediatra disse para espalharmos esse resultado porque existe uma resistência muito grande por parte dos Pais em geral - não querem fazer a postectomia quando a criança tem menos de 2 anos. Comparei a recuperação do Erick (2 anos e 8 meses), que foi de 2 meses e meio com a do Mateus (8 meses), que levou apenas 15 dias e foi indolor para ele, não necessitou de remédios como o Erick, não causou mal estar, foi um sucesso.


Recomendo que se faça a cirurgia o quanto antes, é bom para a criança, para a recuperação e para os Pais que sofrem muito quando suas crianças sofrem.


Bom, esse é o fim da saga dos 3 pipis sadios que não vão contribuir para aumentar os números negativos com relação à saúde pública não contaminando suas parceiras quando tiverem uma vida sexual ativa. E isso vai demorar muuuuito se depender de mim e da Mãe. :-) Até a próxima!

Escrito por Uiles Matos às 13h22
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16/05/2008




Manhã de 08/02/2008, seis horas da manhã, Erick em jejum por motivo da cirurgia que se aproximava, a tal postectomia. Mãe e Pai a postos, plano traçado, Vó acionada para ficar com Mateus de 8 meses e Vô acionado para levar o David, 12 anos, à escola.

 

Chegamos ao Hospital 30 minutos antes do horário marcado, a Mãe é muito rigorosa nesses detalhes. O Hospital da criança é o único em São Paulo a ter um procedimento que eu considero iluminado, mas falo disso mais adiante. Fomos chamados, chegamos a um grande salão onde há, em forma de "U", várias baias com cama, televisão, vidros nas divisórias com decoração de motivos marítimos. Um salão muito agradável, os profissionais transmitem muita segurança, além de serem muito gentis e preocupados com os mínimos detalhes. Sabem que os Pais estão bem tensos, afinal de contas, uma anestesia que "apaga" a criança, sempre é risco, por menor que seja.

 

Trocamos a roupa do Erick, colocamos um pijaminha muito simpático do hospital com motivos bem alegres. Ele, já desconfiado, querendo o "tetê" (mamadeira) e nós utilizando todas nossas artimanhas de Pais para distraí-lo.

 

Chegou a hora, os enfermeiros vem e me dão calça, camisa, cobertura para o sapato, touca para o cabelo e para a boca. Pois é, essa é a iluminação. Esse hospital permite que o Pai vá com a criança até o momento de ser sedado. A experiência de ouvir os gritos do David quando ele fez a mesma cirurgia há 11 anos atrás foi muito negativa para nós e para ele também.

 

Toda criança que tenha 2 anos e 8 meses, como o Erick, já fez alguma vez, uma inalação e esse é o recurso na hora de entregar o menino na sala de cirurgia. Eu disse: "Vamos fazer um pouquinho de inalação, é legal" Nessa inalação, ele recebe a primeira sedação, perde os sentidos em no máximo, 5 segundos, o Pai sai da sala e pronto! Suspiro de alívio e volto a aguardar na sala.

 

Se passam 20 minutos ele volta com um sorinho conectado, dormindo relaxado como poucas vezes eu vi. Aguardamos 20 minutos e o enfermeiro veio até nós dizendo que já podíamos acordá-lo. Ele ficou bravo e não queria acordar, o soninho devia estar bom, mas ele estava confuso também. Imagino que alguma dorzinha ou mal estar deviam estar acontecendo, mas ele não sabia de onde vinha. Esperamos um pouco mais.

 

Enfim, ele acordou, tomou o tetê tão esperado, o médico veio, fez todas as recomendações e prescrições caso ocorressem problemas. Nesse momento também, o médico, que aliás recomendamos, o Dr Onofre, é um defensor de que essa cirurgia, a exemplo de muitas culturas, é feita bem cêdo. Ele nos disse para observar o tempo de recuperação do Erick e dizer para nossos amigos Pais quão bom, é fazer essa cirurgia o mais precocemente possível.

 

Fomos para casa e recomendamos com aquela seriedade solene de Pais: "Não pode pular, não pode correr, cuidado!! O médico operou o seu pipi, toma cuidado senão vai ficar "dodói"."

 

Da recuperação do Erick, falo na próxima parte, quando falar da vez do Mateus de 8 meses. Até lá.

Escrito por Uiles Matos às 09h48
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04/05/2008


Conheça o Joga Flash!
Ele chegou em casa entusiasmado com as primeiras aulas de informática. Ele, o David, meu filho de 12 anos. "Pai, quero fazer um site de games!" Eu, por trabalhar no mundo internet desde 1995, um ano antes dele nascer, disse a ele: Filho, esse meio já está cheio de players que são gente grande... Ele disse: "Que que tem, Pai? Vai ser o meu."

Pensamos num domínio, não foi fácil, mas, dos que estavam disponíveis, chegamos ao www.jogaflash.com.br. Hoje, depois de quase um mês, estamos com 300 visitas diárias e crescendo na graça dos usuários que curtem esse tipo de site.

Ele me ensinou, o velho clichê na prática: "Não devemos olhar para as dificuldades, temos que crer nos sonhos e seguir em frente com a execução." Obrigado filho por essa lição.

Ah, não deixe de acessar http://www.jogaflash.com.br/ é passatempo e diversão garantida em jogos em flash muito legais. De graça, sem baixar, nem instalar nada na sua máquina, num ambiente seguro e de qualidade.

Escrito por Uiles Matos às 17h29
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Três pipis sadios. Parte I David

Tenho 3 filhos, o David com 12, o Erick com 2 anos e 9 meses e o Mateus com quase 9 meses. Todos eles necessitaram fazer a tal Postectomia, mais conhecida como cirurgia da fimose. Hoje vou contar como foi a do David.

O David fez com 1 ano e meio em São Caetano, Hospital Márcia Braido. No dia da cirurgia, aguardamos num corredor, eles levam o menino que sai em desespero chorando, que apesar de toda simpatia e carinho, ele não sabe o que vai acontecer naquela sala onde o Pai e a Mãe não vão junto. Ele fica com muito medo e apesar de toda experiência e carinho dos médicos e enfermeiras, o susto/trauma são grandes. Os Pais ficam aguardando acabar a cirurgia e podem ouvir os gritos do seu bebê. Aguardam novamente até que sejam chamados para ver o menino ainda sedado no quarto. Eles devem aguardar que ele acorde para acalmá-lo porque mesmo com o analgésico que ele recebe preventivamente, pode haver alguma dor, mesmo porque, ele na maioria das vezes, não identifica de onde vem aquela dor estranha.

Ele acorda, chora e as reações são as mais variadas e imprevisíveis. Eu estava lá peguei no colo, acalmei e ele ficou bem. Prometemos McDonalds e tudo ficou bem para aguardar a hora de ir para casa.

Em casa, seguindo as recomendações de não pular e não correr, evitar cair e ficar quietinho, não adiantaram absolutamente nada. Correu, pulou, mas, tudo bem, não aconteceu nada. Nas semanas que se seguiram para a recuperação, os cuidados ao lavar, tomar banho foram tomados e o menino, em especial, tem uma confiança maior no Pai. Eu cuidei daquele pipi e durante anos, ouvia com muito orgulho ele dizer para todos que "o Papai cuidou do meu pipi e ele sarou".

É sabido que algumas culturas fazem esse procedimento já quando os bebês nascem e hoje, posso dizer que concordo plenamente porque tal procedimento não tem a ver com religião, mas sim, saúde pública. A candidíase e outros nomes que afetam o aparelho reprodutor feminino, causa de tantos problemas para a mulher, responsável por uma grande porcentagem da baixa auto-estima de muitas mulheres tem como uma das causas, o fato de ser impossível uma higiene perfeita no órgão masculino. E ele pode ser sim, um dos causadores desse início de inflamação nas mulheres.

Em algumas regiões do país, mais longínquas, homens morrem ou levam uma qualidade de vida muito ruim em segredo, devido à desinformação porque a situação da fimose se agrava a um ponto que não permite mais a saída da glande, propiciando a necrose do órgão, vida sexual nula entre outras tantas coisas.

Hoje, o David está muito bem e ele não vai ser mais um a proliferar essa inflamação que é origem de tantos outros males para a mulher. Essa cirurgia é questão de consciência também.

Continua.

Escrito por Uiles Matos às 16h14
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24/04/2008


Devagar com o andor. porque o santo é de barro.

Já se dizia desde os tempos antigos que se deve seguir devagar e com cuidado com o andor devido ao fato de que as imagens de santos são feitas de material frágil, ou seja, barro, gesso, entre outros.

No dia de ontem, o terremoto de mais de 5 pontos que se sentiu em São Paulo, foi mais do que um abalo císmico, uma reclamação da Mãe Natureza, foi um sinal, um presságio. Num país não acostumado a esse tipo de intempérie da natureza, nos vangloriávamos do fato de não termos furacão, terremotos e nem guerra. Furacão, o sul tem experimentado bem, terremoto, esse de mais de 5 pontos é válido, já guerra, não concordava muito com isso, vide os morros do Rio.

Mas o presságio que me referí anteriormente não é em relação à natureza e sim ao Curintiás. Na data de ontem, a imagem do santo padroeiro, protetor do esquadrão rubro-negro espatifou-se no Parque São Jorge. Quatro elementos não muito cuidadosos, levaram a culpa pela queda, mas acho que o santo tentou suicidar-se, num salto para a destruição ele preferiu não ver o que vai se suceder com o episódio 2ª divisão no campeonato brasileiro. Dizem que o equino, fiel companheiro também tentou se matar, mas foi detido pelos descuidados que ainda suspiraram aliviados: "Ufa, salvamos, pelo menos, o cavalo."

Por fim, brincadeiras à parte, permanecer na segundona será mesmo o verdadeiro terremoto para a vida dos corintianos, muito mais doloroso que esse de ontem e que no mínimo, vão aguentar um ano de gozações ininterruptas por parte do resto da torcida brasileira - se saírem. :-)

Mas, vamos torcer pelo melhor, o Curintiás faz parte do cenário futebolístico brasileiro e afinal de contas, perdí meu maior prazer: para quem vou torcer contra se eles estão fora??

Escrito por Uiles Matos às 13h28
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18/04/2008


Agora sim, vou escrever mais!

É, meus ouvintes imaginários... Digo isso porque não sei se alguém lê o que eu escrevo. Independente desse detalhe, descobri que gosto muito de escrever e que minhas experiências podem ser úteis para alguém. Se no mínimo, for um passatempo, já valeu. Comentários de pessoas do bem, que pregam o amor, são bem-vindos.

 

Eu sei que nada é por acaso no universo e que se você está lendo estas palavras, algum sentido há nesse ato. Nada complexo do outro mundo, mas sim, uma luzinha, um estalo, uma comparação e záz!

 

Então: Namastê! Que Deus abençoe! Graça e Paz! E outras saudações, sinta-se saudado.

 

Abraços a todos que possam ler, que seja bom.

Escrito por Uiles Matos às 12h13
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11/04/2008


Meus meninos, minha vida.

 

Vivendo e aprendendo... Quanto mais o tempo passa, mais certeza eu tenho de que não sei nada, de que demoro para aprender, que gravo o que é negativo e o que positivo, me esqueço. Que sou cada vez mais, humano.


Meus maiores professores tem sido meus três filhos. David de 12 anos, Erick de 2 anos e 9 meses e Mateus de 8 meses.

David, o mais velho, tem uma sabedoria prática sobre a vida pelo que eu tenho grande admiração e orgulho. Ele me ensina até, quando se cala diante de minha insistência. Eu sinto o seu amor como uma coisa palpável, carinhosa, generosa e tranquila. É um privilégio viver com ele por perto, ter a sorte de ser seu Pai.


Erick, o "do meio", é alguém que tem uma auto-confiança que nada nesse mundo será obstáculo para ele. Tem uma energia que é capaz de acender uma lâmpada na mãozinha dele. É um artista nato, não aceita "nãos" e é forte, marca presença. Vê coisas onde ninguém vê - tem a voz mais linda do mundo quando diz "ti amo Papai".


Mateus, ah, o Mateus... É o moreninho mais lindo do universo, um sorriso contagiante, covinhas que enterram qualquer mau humor. Seu olhar é de paz, seus traços parecem ter sido desenhados pelas mãos de um anjo que estava com mania de beleza e não poupou alegria, mansidão e amor naquele rostinho lindo.


Meus meninos são um presente que Deus me deu e que nem sei se mereço de tão grande  que é para mim a benção da existência e privilégio de acompanhá-los no seu crescimento.


A lição maior é saber o quanto me pareço com minha Mãe na minha intransigência, na minha falta de paciência, nos rápidos pré-julgamentos e às vezes na minha falta de amor. O meu pedido diário é para que eu tenha a sabedoria e principalmente, o amor para fazer deles, 3 pessoas felizes, bem resolvidas e que vão tornar esse mundo, um lugar melhor. O mundo já está cheio de pessoas que fazem o contrário.



Obrigado Deus.


Beijão. :-)

Escrito por Uiles Matos às 11h52
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05/10/2007


Não lute contra o desejo.

 Se um desejo surgir em você, Tantra não diz para lutar com ele. Isso é fútil. Ninguém pode lutar com um desejo. Isso também é tolice, porque sempre que você começa a lutar com alguma coisa dentro de você, você estará lutando consigo mesmo, você se tornará esquizofrênico, sua personalidade será partida. E todas essas assim chamadas religiões têm auxiliado a humanidade a ficar, aos poucos, esquizofrênica. Todos estão partidos, todo mundo está dividido e lutando consigo mesmo porque as assim chamadas religiões lhes disseram, "Isso é ruim. Não façam isso" Se o desejo chegar, que fazer? Você continua lutando com o desejo. Tantra diz para não combater o desejo. Mas isso não quer dizer que você se torna uma vítima dele. Isso não significa que você se compraz nele.

Tantra lhe dá uma técnica bem sutil. Quando o desejo surgir, esteja atento bem desde o princípio com sua inteireza. Olhe-o com sua inteireza. Torne-se o olhar. Não deixe o olhador para trás. Traga sua consciência total para esse desejo emergente. Esse é um método bem sutil, porém maravilhoso. Seus efeitos são miraculosos.

Com o ser integral o olhar fica tão abrasador que a semente é queimada, sem nenhuma luta, nenhum conflito, nenhum antagonismo. Só um profundo olhar com o ser total e o desejo emergente desaparece completamente. E quando um desejo desaparece sem luta, isso lhe deixa tão poderoso, com uma imensa energia, com tal tremenda consciência, que você não pode imaginar.

Fonte: Osho.com

Escrito por Uiles Matos às 09h36
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13/09/2007


A história de João e Maria.

Meu nome é Uiles Matos, tenho 44 anos o texto abaixo pode ser mais uma história, mas, é na verdade, a maior questão da minha vida. Não passou um dia até hoje, sem que eu pensasse ou sentisse a falta do meu Pai que não conheci.

Espero que você consiga ler toda a história e mais ainda, que possa ter alguma informação ou quem sabe, descobrir algo que possa ajudar nessa busca. Quisera ser milionário, daí, contrataria muitos profissionais e empreenderia uma verdadeira caçada, mas, infelizmente não posso fazer isso.


Já tentei inúmeros programas de TV através de e-mail, mas, não sei qual o critério que eles usam para ajudar alguém. Por isso, só me resta você que está lendo isso agora. Você não teve acesso a essa página por acaso... Desde já, Obrigado!


Maria, minha Mãe, nasceu em 26/03/1944 na cidade de Itabuna/BA, veio menina para o interior de São Paulo, mais precisamente para a cidade de Votuporanga/SP no interior. Sua família viveu por fazendas e fazendas sempre trabalhando na lavoura. Maria, por ser uma das filhas mais bonitas, sempre trabalhou como empregada doméstica desde muito “mocinha”. Por sua ingenuidade, aos 15 anos, uma amiga que ela chamava por “Neguinha” a levou a uma festa numa casa de amigos e lá ela perdeu sua virgindade e ficou grávida de uma menina que foi natimorta. Logo em seguida, com 16 anos (1960) conheceu João Lucas Toledo (ela não se lembra bem do nome, mas do primeiro e ultimo nome ela tem certeza), engenheiro ou contramestre de passagem pela cidade. Estava construindo um Posto de Puericultura muito bonito, sozinho e que minha Mãe soube depois, era casado e separado com um filho deficiente com problema nas pernas que minha Mãe não soube explicar o que era. Com nove meses de namoro com meu Pai, engravidou de gêmeos, um aborto natural de uma gravidez que só durou três meses. Três meses depois, novamente, engravidou de mim e eu nasci em 03/08/1962 às 20hs numa maternidade de Bebedouro/SP porque na cidade de Colina não havia ainda maternidade.


Segundo minha Mãe, João chegou a me conhecer, me pegava no colo e passava tempos com os olhos fixos em mim em silêncio, que me erguia no alto e dizia palavras próprias de um Pai.  A construção do Posto de Puericultura chegou ao seu término e João foi chamado para construir uma Cadeia Pública em Santos/SP no bairro Macucu, ele chamou minha Mãe, mas, ela  não quis ir. Um mês após sua ida, conforme prometido, ele veio buscar minha Mãe e eu e minha Mãe não estávamos. Minha Tia Joacy inventou que ela estava trabalhando em um bar mal-falado da região, ele foi lá e segundo consta quebrou o bar inteiro por ter pedido o paradeiro de minha Mãe e o dono do bar, que não tinha nada com isso, não forneceu. Deixou o recado que voltaria um mês depois. Dois meses depois, ele mandou um motorista buscar minha Mãe e eu. Era um grande e luxuoso carro preto que ao estacionar na fazenda onde a família de minha Mãe estava morando, causou imenso furor por parte de todos. Minha dizia que João era muito bonito, marinheiro de “cada porto um amor” e deixaria minha Mãe na primeira chance.  Minha me pegou nos braços, se embrenhou nos cafezais e disse: “Se você for, vai sozinha, o menino fica!”. Para completar o cenário, João mandou um discurso por intermédio de seu motorista que minha Mãe não gostou, João disse: Nós iríamos para Santos e enquanto minha Mãe trabalhava, eu ficaria numa creche e ela não aceitou o fato de eu ficar numa creche. Desde então nunca mais vimos meu Pai.


Era Outubro de 1962. Em 1963, minha Mãe se casa com Antonio Aguiar Nascimento, seu primo (hoje tb falecido), segundo ela, um casamento forçado (não creio muito nisso) como pretexto pra sair do interior e vir para São Paulo/Capital onde teve mais três filhos (Neusa, Antonio Jr. e Wilson). Desquitou-se em 1971. Eu e Antonio Jr. fomos para um colégio interno na cidade de Catanduva/SP que pertencia ao Rotary Club da cidade. Ficamos lá por 5 longos e sofridos anos, acho que meu irmão é revoltado até hoje por isso. Já Wilson e Neusa foram para casas de parentes que às vezes, era até pior que o colégio interno que ficamos. Minha Mãe, morando em pensões, trabalhando como cobradora de ônibus para sobreviver. Em 1977 nos reunimos novamente morando numa pensão no centro de São Paulo. Vivemos um tempo lá e tivemos muitas andanças e trabalho até conseguirmos viver um pouco melhor. Em 1996, vivendo bem melhor, saí de casa para viver com minha esposa Cristiane, hoje tenho um filho de 11 anos, o David, outro de 2 anos, o Erick e o caçula com 2 meses, o Mateus.
Minha Mãe morreu com 59 anos em 15/06/2003, deixou saudades e não esclareceu muito bem toda essa história.


João, meu Pai, em 1960, João Lucas Toledo, com seus 35 anos, engenheiro civil, natural de Barretos/SP e toda sua família. Segundo minha Mãe, a família de João era rica, mas, o Pai de João (meu Avô) renunciou à riqueza da família por um amor proibido (uma mulher de família pobre – minha avó) conseguindo com isso ser o único ramo da família que não era rico. A família Toledo era muito respeitada em Barretos/Bebedouro e Colina. Na época havia um deputado famoso em São Paulo, parente de João: Ricardo dias Toledo. Na época do envolvimento com minha Mãe era casado, desquitado já há 3 anos, tinha um filho desse matrimônio que pelo que consta tinha uma deficiência física nas pernas.


Zéfinha, ex-mulher de João era filha de um Sr. Silva e Dona Laura. Essa família vivia numa fazenda chamada Palmares – localizada no caminho do trem que vai de Colina para Barretos. Quando casados, moravam em Barretos.  João era muito recatado, falava pouco, mas quando precisava agir era muito explosivo. Tocava piano e quando em paz, parecia ser muito sensível e romântico segundo minha Mãe. Já pensei em procurar na prefeitura o nome do responsável por alguma obra que ele já participou, mas, é preciso tempo e dinheiro... Essas são as informações que tenho dele, não posso assegurar se são verdadeiras, mas, foi o que consegui conversando com todos parentes que pude. O que tenho certeza é desse vazio, uma peça que falta. Isso faz com que mesmo que tudo esteja bem, aquela tristeza lá no fundo persiste, coisas que não vão pra frente na vida, uma tristeza disfarçada de superação.


Não quero nada material, quero apenas conhecê-lo. Não me importam os motivos que nos separaram (sei, posso descobrir que ele simplesmente não quis ou que talvez tenha se magoado com minha Mãe e resolveu tb não me ver mais) quero apenas preencher uma peça que falta no quebra-cabeça da minha vida e talvez quem sabe, tenha mais alguém para amar.

Uiles Matos  
                                        
      
Se você puder me ajudar nessa busca, desde já, agradeço. Só o fato de ler esse jornal, você já está energizando positivamente tudo isso. Obrigado!

Escrito por Uiles Matos às 19h53
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